30 Novembro 2005

Um novo vídeo mostra o verdadeiro rosto do terror no Iraque

Arthur Lepic

Cada dia, os meios de comunicação social atlantistas continuam a reportar somente as vítimas civis de atentados que atribuem, sem aduzir elementos de prova, a terroristas fundamentalistas ou partidários de Saddam Hussein. Também não evocam a possibilidade de uma estratégia da tensão destinada a justificar a ocupação ilimitada do país e o controlo pela Coalizão da segunda reserva mundial de petróleo. Muito felizmente fugas de documentos diversos vêm regularmente contradizer esta falsa representação elaborada pelo Pentágono.

Assim, um vídeo de recordação atribuído a um membro da sociedade de mercenários baseada no Reino Unido Aegis Defense Services, que foi posto na rede na página pessoal de um empregado da mesma firma e depois prontamente retirado face às reacções dos internautas, mostra o ocupante de um veículo, visivelmente num estado avançado de paranóia, atirando cegamente rajadas de arma automática sobre qualquer veículo que se aproximasse ligeiramente demasiado perto dele ao longo de todo o périplo em redor de Bagdade. Uma música de Elvis Presley vem acrescentar um toque de cinismo a um documento que, no registo do terror, não tem nada a invejar às torturas de Abu Ghraib. Por um lado demonstra claramente que os ocupantes são um alvo privilegiado dos ataques-suicídio, mas também a impunidade total de que gozam as tropas de ocupação e as suas subsidiárias num país oficialmente “libertado da tirania” e na via da democracia.

A sociedade Aegis Defense Services é dirigida pelo antigo oficial da Guarda escocesa Tim Spicer, que foi implicado no passado em obstáculos às sanções da ONU na Serra Leoa bem como numa tentativa de golpe de Estado na Papua Nova Guiné. A Aegis viu ser­‑lhe atribuído um contrato de segurança pela soma de 293 milhões de dólares no Iraque.

Para visionar o vídeo no formato Windows Media (streaming):

win20ca.audiovideoweb.com/ca20win15004/Aegis-PSD512K.wmv